O café está presente na rotina da maioria dos brasileiros. Não à toa, o Brasil é o maior produtor e exportador mundial do grão, sendo o terceiro maior consumidor global. Na safra 2024/2025, o país foi responsável por 37% da produção global e por 28% da venda no comércio internacional do produto, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste (BNB).
No cenário regional, a Bahia ocupa posição de destaque: é o maior produtor de café do Nordeste. Ainda de acordo com o Etene, as perspectivas indicam crescimento da produção na área de atuação do BNB. Na Bahia, a previsão para 2025 é um aumento de 33,5% na produção total de café no estado.
A safra de 2025 está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas, representando um crescimento de 1,8% em relação a 2024, mesmo em um ano de baixa bienalidade do café, fenômeno natural de alternância entre anos de alta e baixa produção. Esse avanço é sustentado principalmente pelo desempenho do café Conilon, enquanto o tipo Arábica apresenta queda de 11,2%, impactado por condições climáticas adversas.
O produtor Cláudio Marçal, cliente do Banco do Nordeste e fundador da Agrícola Marçal, iniciou sua trajetória como cafeicultor na Bahia em 1998, ao transferir sua empresa do Paraná para São Desidério, município no oeste baiano. Com apoio financeiro do BNB, adquiriu a Fazenda Laranjeiras em 2013 e, posteriormente, a Fazenda Agrominas em 2020, ampliando significativamente sua área cultivada e fortalecendo a produção de café na região.
Atualmente, o produtor emprega cerca de 70 pessoas em suas fazendas, onde cultiva café tipo arábica em uma área de 490 hectares. Ele também planeja financiar, em parceria com o BNB, a implantação de mais 200 hectares, com o objetivo de expandir a área de plantio. “O BNB foi extremamente importante em nossas vidas. Graças à confiança que depositaram em nós e ao crédito que nos concederam, conseguimos adquirir nossas propriedades. Essa parceria foi decisiva para o nosso crescimento”, enfatizou o cliente.
O produtor destaca que a estimativa atual é colher 22 mil sacas de café beneficiado neste ano. Por meio do crédito de custeio viabilizado pelo Banco do Nordeste, superior a R$ 12 milhões, ele realizou diversos financiamentos, incluindo a aquisição de veículos e equipamentos indispensáveis para a produção. Também ampliou a estrutura de irrigação, passando de um para cinco pivôs de irrigação, fator que deve oportunizar uma boa colheita, apesar da queda de 11% esperada para o cultivo do tipo de café produzido pelo cliente.
Diante das oscilações na produção cafeeira, o apoio financeiro do Banco do Nordeste aos produtores da região se mostra essencial para a continuidade do fomento e o fortalecimento da cadeia produtiva na Bahia e no Nordeste. A atuação do BNB contribui para mitigar os desafios enfrentados pelos cafeicultores, conforme destacou o superintendente do Banco na Bahia, Pedro Lima Neto. “Mesmo em um cenário de oscilação climática e de queda na produção do arábica, produtores como Cláudio mostram a força da cafeicultura baiana e o Banco do Nordeste tem orgulho em apoiar quem acredita, investe e transforma a realidade local. Quando apoiamos um produtor, apoiamos também as famílias que trabalham no campo, a economia dos municípios e a consolidação de um produto de alto valor no mercado”, reforçou o superintendente.
Com informações do Tribuna da Bahia.