Angelo Coronel critica PT em Vitória da Conquista e diz que partido é “igual a remédio vencido”

Senador reforça aliança com ACM Neto e faz duras críticas ao discurso petista durante evento político no sudoeste baiano.

Angelo Coronel discursando durante evento político em Vitória da Conquista ao lado de lideranças da oposição baiana.
Angelo Coronel fez críticas ao PT durante evento político em Vitória da Conquista. 📸Divulgação

Recém-rompido com o grupo de Jerônimo Rodrigues (PT), por onde alcançou projeção na política baiana, como a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia e o mandato de senador da República, o ex-pessedista Angelo Coronel, agora no Republicanos, tem adotado uma postura de ataque à gestão petista em entrevistas e eventos no interior durante o período de pré-campanha.

Durante o lançamento da pré-candidatura de Wagner Alves (União Brasil) a deputado estadual, na última sexta-feira (22), em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, Coronel afirmou que o PT “é igual a remédio vencido em prateleira”. Wagner Alves é marido da prefeita do município, Sheila Lemos, e um dos favoritos a conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa no pleito de outubro.

“Saí [do grupo de Jerônimo], vim somar, me aliar a ACM Neto, a Zé Cocá e a João Roma porque me dei conta de que a Bahia precisa de uma mudança urgente. Isso é igual a remédio vencido em prateleira: quando você vê a data de validade vencida, tem que jogar fora porque não serve mais para o povo baiano”, disse Angelo Coronel diante de uma grande plateia, incluindo o pré-candidato ao governo do Estado e o vice da oposição, ACM Neto e Zé Cocá, respectivamente, além de deputados estaduais e federais.

Na semana passada, também durante agenda no interior, Angelo Coronel subiu o tom e disparou críticas ao discurso de “pobreza” adotado pelo PT, em uma indireta que acabou atingindo o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT), pré-candidato ao Senado na chapa puro-sangue. Não é novidade que Costa nasceu e foi criado em uma encosta no bairro da Liberdade, em Salvador, e é filho de uma faxineira.

“Eu não aguentava mais o discurso: ‘ah, eu morei na encosta. Ah, minha mãe trouxe pelanca’. Um discurso já demodé [ultrapassado]. Um discurso de 20 anos atrás. E eu resolvi dizer: ‘eu quero alguma coisa nova para minha Bahia e para o meu Brasil’. Esse cansaço, esse discurso enfadonho, achando que falar da pobreza é um troféu. Eu queria que o PT, naquela oportunidade, falasse da prosperidade para nossa gente, e não só de pobreza. Então, eles acham que defender a pobreza é um grande mérito. Eu prefiro defender que as pessoas tenham prosperidade”, afirmou.

Fonte: Política Livre

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