O algodão produzido no Oeste da Bahia registrou um crescimento expressivo nas exportações nos últimos três ciclos agrícolas. Entre as safras 2022/23 e 2025/26, o volume escoado pelo Terminal de Contêineres do Porto de Salvador passou de 545 para 7.914 contêineres, uma alta superior a 1.350%, segundo dados do setor.
Bangladesh e China aparecem como os principais destinos da pluma baiana, consolidando a região como um dos principais polos produtores do país. Na safra 2025/26, a Bahia cultivou 417,9 mil hectares de algodão e manteve a posição de segundo maior produtor nacional, atrás apenas de Mato Grosso.
Apesar do avanço das exportações, produtores apontam que juros elevados, custos logísticos, impostos e a alta dos fertilizantes pressionam a rentabilidade da atividade.
Para aumentar a competitividade, o setor investe em tecnologia, qualidade da fibra e eficiência energética. A expansão do Centro de Análise de Fibras da Abapa e alternativas como o mercado livre de energia são apontadas como estratégias para reduzir custos e fortalecer a presença do algodão baiano no mercado global.
Fonte: Oeste Notícia/Repórter: João Paulo Castro