Agronegócio impulsiona expansão da Vibra e Luís Eduardo Magalhães ganha destaque no Matopiba

Cidade do Oeste da Bahia está entre as praças estratégicas da Vibra para ampliar a distribuição de diesel voltado ao agronegócio.

Máquinas agrícolas em operação representam o avanço do agronegócio e a expansão da distribuição de diesel no Matopiba, com destaque para Luís Eduardo Magalhães.
Expansão do agronegócio coloca Luís Eduardo Magalhães entre as áreas estratégicas para a distribuição de diesel da Vibra no Matopiba. 📸Divulgação

O crescimento da produção agrícola no Matopiba, que abrange áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, colocou a região entre as prioridades da Vibra na expansão da distribuição de combustíveis voltados ao agronegócio. A distribuidora incluiu a cidade de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, entre as praças consideradas estratégicas para distribuição de diesel premium.

A Vibra anunciou que ampliou de 10 para 25 o número de bases instaladas em regiões de fronteiras agrícolas que passam a distribuir o Vibra Agritop, diesel desenvolvido para operações agrícolas. A companhia segue avaliando novas praças e reforços de infraestrutura em regiões onde o agronegócio apresenta crescimento.

O Agritop foi desenvolvido, segundo a empresa, para reduzir o consumo de combustível, ampliar a disponibilidade dos equipamentos e diminuir desgaste e necessidade de manutenção das máquinas. A companhia também atende o setor com Diesel Grid, lubrificantes da marca Lubrax e soluções direcionadas a operações agrícolas de maior intensidade.

A expansão busca aproximar a oferta de combustível dos principais polos produtores e reduzir distâncias logísticas em regiões de alta demanda do agronegócio. Além do Oeste baiano, a estratégia contempla áreas produtoras do Maranhão e Tocantins dentro do Matopiba, além de polos do Centro-Oeste, Sudeste e interior de São Paulo.

Segundo a Vibra, as 25 bases somam 310 mil m³ de capacidade de armazenamento de diesel e foram preparadas para armazenagem, aditivação e expedição de combustíveis. A companhia afirma que mais de 80 grupos produtores já utilizam o Agritop em suas operações.

“Essas praças refletem a estratégia da Vibra de estar presente tanto nas fronteiras agrícolas em expansão quanto em polos consolidados e intensivos em consumo energético, garantindo capilaridade e eficiência no atendimento”, afirmou Juliano Prado, vice-presidente Executivo B2B da Vibra.

Luís Eduardo Magalhães entra no mapa prioritário da expansão

Dentro do Matopiba, Luís Eduardo Magalhães aparece entre as praças de maior relevância para a nova etapa de distribuição. O município integra uma das principais áreas produtoras do Oeste da Bahia e foi incluído pela companhia ao lado de regiões do Tocantins e Maranhão.

A escolha das novas bases considerou a proximidade com polos produtivos, o acesso a corredores logísticos e a demanda por abastecimento de operações agrícolas de maior escala. Fora do Matopiba, a Vibra também destaca Sorriso e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, Rio Verde, em Goiás, Uberlândia, em Minas Gerais, e áreas do interior paulista próximas a usinas sucroenergéticas.

“Essa ampliação é uma decisão estratégica de investimentos em infraestrutura, visando maior disponibilidade para nossos clientes. Isso significa mais capilaridade nas entregas, com mais eficiência para atender quem movimenta o agro brasileiro”, afirmou Prado.

A empresa também associa a ampliação da infraestrutura às mudanças na matriz energética do agronegócio. Segundo a Vibra, as novas bases poderão acompanhar o aumento da participação de biocombustíveis e de diferentes misturas de combustíveis destinados ao setor.

Petrobras pode construir hub em Salgueiro para atender Matopiba

Ainda em fase de estudos, a Petrobras anunciou em maio que considera implantar um terminal de distribuição de combustíveis na cidade de Salgueiro, para escoar a produção da refinaria de Abreu e Lima (Rnest) e abastecer a região do Matopiba.

A companhia não informou quando pretende concluir os estudos sobre a possível implantação de um terminal de combustíveis em Salgueiro. Por e-mail, ela afirmou que o município “se enquadra naturalmente nessas avaliações por ser um entroncamento-chave da Transnordestina, com potencial de integração logística com a Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o que favorece a análise de alternativas graduais e flexíveis de atendimento ao mercado regional”.

A competitividade dos produtos da Rnest poderia ser ampliada com a conclusão do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina, ainda inacabado.

Fonte: Movimento Econômico

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