Com irrigação em expansão, Oeste baiano impulsiona uma das maiores safras de algodão da história da Bahia

Com quase 50% da área cultivada irrigada, Bahia projeta crescimento de 10% na produção de pluma e consolida o Oeste baiano como referência nacional no agronegócio.

Plantação de algodão irrigada no Oeste da Bahia, região que lidera a produção estadual e projeta safra recorde na temporada 2025/2026.
Lavouras irrigadas fortalecem a produção de algodão e impulsionam a expectativa de safra histórica na Bahia.📸 Abapa

A expansão da irrigação da cotonicultura baiana tem fortalecido o desempenho do setor agrícola no estado. Com quase metade da área cultivada utilizando irrigação, a Bahia caminha para colher uma das maiores safras de sua história.

A expectativa é que a safra 2025/2026 alcance 925,2 mil toneladas de pluma, crescimento de aproximadamente 10% em comparação ao ciclo anterior. O resultado ganha ainda mais relevância porque ocorre em um momento em que a produção brasileira de algodão deve registrar retração.

O Oeste da Bahia segue como protagonista desse avanço. A região concentra cerca de 98% da área plantada no estado e responde por mais de 90% da produção baiana, reforçando sua importância para a economia agrícola nacional.

Além do aumento da área cultivada, que passou de 413 mil para 417 mil hectares, a produtividade média estimada é de 2.214 quilos por hectare, índice superior à média prevista para o Brasil. O desempenho reflete tanto as condições climáticas favoráveis quanto os investimentos em tecnologia e manejo das lavouras.

Segundo o vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Douglas Orth, a recuperação das áreas de sequeiro também contribuiu para o cenário positivo. Após um ciclo marcado pela seca, a regularidade das chuvas elevou o potencial produtivo das lavouras, inclusive em áreas não irrigadas.

Estudo apresentado pela Agroconsult mostra que a irrigação deixou de ser apenas um diferencial para se tornar parte da estratégia de crescimento da agricultura baiana. O levantamento, realizado com imagens de satélite, aponta que a área irrigada se aproxima de 50% da área cultivada, percentual bem superior ao registrado há poucos anos.

A consultora Heloisa Melo explicou que essa transformação também alterou o calendário agrícola. Com a sucessão entre soja e algodão, muitos produtores colhem uma cultura e iniciam imediatamente o plantio da outra, aproveitando máquinas, equipes e infraestrutura já disponíveis.

Outro fator que fortalece as projeções é a revisão das estimativas de produtividade pela Agroconsult. A consultoria elevou sua previsão para 2.060 quilos por hectare e avalia que os números ainda podem ser superados, diante das boas condições observadas nas propriedades rurais.

A expectativa será novamente analisada durante a etapa Algodão do Rally da Safra, prevista para o fim de julho. Para especialistas, o conjunto formado por algodão da Bahia, irrigação no Oeste baiano, tecnologia agrícola e clima favorável sustenta a perspectiva de uma das melhores colheitas já registradas no estado e reforça o protagonismo baiano na cotonicultura brasileira.

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Fonte: Oeste Notícia|Abapa

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