Empreendedor fatura R$ 15 milhões com franquias e aposta em Luís Eduardo Magalhães

Multifranqueado do Nordeste, Paulo Borges expandiu negócios no interior e escolheu Luís Eduardo Magalhães como mercado estratégico

Empreendedor Paulo Borges, multifranqueado da Santa Lolla e Kopenhagen, que atua em Luís Eduardo Magalhães e outras cidades do Nordeste
Paulo Borges apostou no potencial de Luís Eduardo Magalhães e de cidades do interior para expandir seus negócios no setor de franquias. Foto: Divulgação

Filho de comerciantes, Paulo Borges, 38 anos, cresceu entre as araras da loja de roupas da mãe em Balsas, uma cidade do interior do Maranhão, com cerca de 100 mil habitantes. Aos 12 anos, ele passou a trabalhar no negócio da família e logo se interessou pelo setor varejista. Com o tempo, em busca de comandar operações mais profissionalizadas, Borges decidiu apostar no mercado de franquias. Hoje, ele é responsável por cinco unidades da Santa Lolla, de moda, e uma da Kopenhagen, de chocolates. Juntas, as lojas faturaram R$ 15 milhões em 2025.

De acordo com Borges, o gosto pelo empreendedorismo veio ainda na adolescência, quando ele notou que conseguiria fortalecer a loja da família a partir de boas negociações e práticas de gestão. Aos 15 anos, ele já influenciava o mix de produtos do comércio a partir da percepção das demandas de suas colegas de escola. Pouco depois, ele se tornou responsável por ligar para representantes comerciais de marcas, pedir condições, discutir prazos e apresentar a loja da família. Sozinho, conseguiu levar a Colcci, marca do grupo AMC Têxtil, para a loja da mãe.

Em 2012, Borges abriu a primeira loja própria: uma multimarca masculina. Na unidade, que também passou a comercializar peças da Colcci, os resultados de vendas levaram a marca do grupo AMR a oferecer uma franquia da marca para Borges, que investiu no negócio ao lado da irmã. Juntos, os empreendedores aportaram cerca de R$ 200 mil, entre capital próprio e uma linha de capital de giro, que foi quitada em 12 meses. Assim, o empreendedor inaugurou a primeira operação franqueada em 2014, em Balsas (MA), e, depois, abriu uma segunda loja em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

De olho no potencial de cidades do interior com pouca presença de grandes redes varejistas, Borges passou a buscar outras marcas para ampliar o portfólio de negócios. A partir da indicação de uma conhecida que também trabalhava com franquias, em 2016 ele abriu sua primeira unidade da Santa Lolla.

“Foi pelo menos um ano de negociação para conseguir abrir a loja [da Santa Lolla] em Luís Eduardo Magalhães, uma cidade que não estava no radar deles. Mas, como eu já atuava no ramo de vestuário, sabia que tinha potencial e insisti, mostrando o potencial de mercado e o resultado que já tínhamos com a Colcci”, diz Borges.

A aposta deu certo e, no primeiro Natal da unidade, a loja de LEM figurou entre os 20 maiores faturamentos da rede. Com três unidades da marca em operação até 2019, o empreendedor decidiu repassar as unidades da Colcci para focar na atuação como multifranqueado da Santa Lolla. As lojas seguintes foram abertas a partir de reinvestimento de capital e empréstimos em banco.

“Quando não temos a totalidade do capital, avaliamos de forma muito criteriosa a linha de crédito que vamos contratar. Aqui no Nordeste temos algumas vantagens de bancos com taxas menores para quem tem bom histórico e sempre fazemos isso de forma consciente para garantir que o valor possa ser absorvido pelo DRE [Demonstração do Resultado do Exercício] da operação e com um payback saudável”, afirma Borges.

Atualmente, o empreendedor é responsável por cinco lojas da Santa Lolla, com uma unidade em Luís Eduardo Magalhães (BA), uma em Balsas (MA), uma em Salvador (BA) e duas em Feira de Santana (BA). “Já tivemos quatro lojas em Salvador, mas optamos por encerrar uma e repassar duas quando decidimos assumir as duas lojas de Feira de Santana e focar mais no interior’, diz o empreendedor.

Para Borges, o interesse em cidades do interior do Nordeste vem de um cenário de menor concorrência, menor investimento inicial, facilidade de fidelização dos consumidores e maiores barreiras de entrada para outros franqueados, já que a malha logística de muitas franqueadoras não abrangem as regiões. Desde 2021, por exemplo, Borges também adquiriu uma operação da Kopenhagen em Luís Eduardo Magalhães, na qual teve que assumir a responsabilidade pela logística dos produtos, que não chegavam ao município.

“É uma cidade muito próspera, um forte polo agrícola, com muitos consumidores das classes A e B. Mesmo assim, algumas coisas não chegam lá. Decidimos abrir uma unidade da Kopenhagen porque não cabia outra loja da Santa Lolla, mas ainda víamos muito potencial na cidade”, aponta Borges.

De acordo com o empreendedor, a possibilidade de adquirir mais lojas não está descartada, mas, neste ano, o foco será potencializar o faturamento das unidades que já estão sob sua gestão. Após faturar R$ 15 milhões em 2025, a expectativa é aumentar a receita em 15% em 2026.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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