Morando há três anos em Goiânia, na moradia estudantil da Universidade Federal de Goiás (UFG), a estudante Izabel Paraguaio, de 25 anos, convive diariamente com a saudade da família que ficou na zona rural de Correntina, no oeste da Bahia. Aluna do curso de Ecologia e Análise Ambiental, ela afirma que a distância é o maior desafio desde que ingressou na universidade.
Izabel nasceu e foi criada na roça, a cerca de 12 quilômetros da área urbana. Filha de pais separados, morava com a mãe, diarista, e a irmã mais nova. O pai, agricultor, permanece na região. A estudante revela que a preocupação com a saúde dos pais intensifica o sentimento de saudade. “Minha mãe tem doença de Chagas e eu tenho muito medo de não conseguir vencer na vida a tempo de ajudar ela. Meu pai já é idoso, tem 81 anos, e eu tenho medo de não dar tempo”, desabafa.
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Além dos pais, a distância também pesa em relação aos irmãos. “É difícil não acompanhar o crescimento da minha irmã, que tem 11 anos. Desde que entrei na faculdade, não estou vendo ela crescer de perto. A parte mais difícil de fazer faculdade é estar longe deles”, afirma. O irmão mais velho, que tem quase a mesma idade que ela, também faz parte da rede de apoio que ficou e Correntina.
Mesmo nos momentos de conquista ou lazer, a ausência da família é sentida. “Apesar de pobres, a gente sempre dividiu as coisas. Quando faço alguma comida diferente no fim de semana ou saio com amigos, fico pensando: ‘Meu Deus, eles não estão aqui comigo’. Se eu morasse mais perto, a gente poderia estar junto. Isso me pega muito”, comenta. Izabel costuma visitar a família em feriados e nas férias da faculdade.
Fonte: Mais Goiás
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