MPBA recomenda medidas para proteger crianças e adolescentes acolhidos em Correntina

Documento orienta secretarias municipais de Educação, Assistência Social e Saúde a garantir atendimento digno, acesso a direitos e combate à discriminação contra jovens em acolhimento institucional.

Crianças e adolescentes em ambiente de acolhimento institucional recebendo acompanhamento e proteção dos serviços públicos em Correntina.
MPBA recomenda ações para assegurar direitos, combater a discriminação e fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes acolhidos em Correntina. 📸Prefeitura de Correntina

O Ministério Público do Estado da Bahia recomendou, no dia 22 de maio, que o Município de Correntina, no oeste da Bahia,  garanta o respeito aos direitos de crianças e adolescentes acolhidos institucionalmente, prevenindo  situações de discriminação e estigmatização. A recomendação, de autoria dos promotores de Justiça Suelim Iasmine Braga, Jürgen Wolfgang e Gilson Sacramento da Silva, foi encaminhada às secretarias municipais de Educação, Assistência Social e Saúde. No documento, os promotores de Justiça destacaram que é proibida qualquer prática de discriminação, humilhação, constrangimento ou tratamento degradante em razão da condição de acolhimento institucional.

“Alertamos que discriminação contra as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade configura a prática criminosa e, caso sejam identificadas situações de humilhação ou discriminação, serão adotadas as medidas pertinentes para a devida responsabilização criminal”, ressaltaram os promotores de Justiça. Entre as medidas recomendadas à Secretaria Municipal de Educação está a garantia de matrícula imediata dos estudantes acolhidos, sem exigências burocráticas que possam dificultar o acesso à escola. O documento também orienta que profissionais da rede de ensino sejam capacitados sobre os direitos de crianças e adolescentes, a identificação de situações de violência e a correta compreensão do acolhimento institucional.

À Secretaria de Assistência Social, o MPBA recomendou o fortalecimento dos serviços de proteção social, especialmente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), para acompanhamento das famílias e promoção da reintegração familiar sempre que possível. Também foi recomendada a capacitação das equipes para atendimento qualificado e sem revitimização.

Já à Secretaria Municipal de Saúde, o documento orienta que seja garantido atendimento prioritário e integral às crianças e adolescentes acolhidos, incluindo acompanhamento médico, odontológico, psicológico e psiquiátrico, além do fornecimento de medicamentos quando necessário.

Fonte: MP-BA

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