No Dia do Agronegócio, algodão reforça papel estratégico no desenvolvimento do Oeste da Bahia

Safra 2025/2026 projeta expansão do algodão irrigado, aumento da produtividade e fortalecimento do desenvolvimento econômico no Oeste da Bahia

Lavoura de algodão irrigado no Oeste da Bahia com colheita mecanizada durante a safra 2025/2026.
Produção de algodão no Oeste da Bahia reforça crescimento econômico e sustentabilidade no Dia do Agronegócio.📷Abapa

No Dia do Agronegócio, celebrado em 25 de fevereiro de 2026, o agronegócio brasileiro ganha ainda mais relevância, com destaque para o algodão no Oeste da Bahia, cuja cotonicultura sustentável se consolida como motor de desenvolvimento regional e transformação social.

Mais do que exportação de commodities, a cadeia produtiva do algodão tem mostrado força na geração de emprego, renda e preservação ambiental, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

A data reforça a importância da cotonicultura responsável, que envolve práticas sustentáveis desde o plantio da semente até a industrialização da pluma, consolidando o Brasil como referência em produção de algodão certificada, sustentabilidade no campo e responsabilidade socioambiental.

No Oeste baiano, a semeadura do algodão irrigado começou em 17 de fevereiro de 2026. A estimativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), aponta que o plantio deve alcançar 402,8 mil hectares na safra 2025/2026.

O crescimento das áreas irrigadas chama atenção. A área deve avançar de 140,6 mil hectares para 150,5 mil hectares. Em contrapartida, o cultivo em regime de sequeiro deve recuar para 251,9 mil hectares.

Além do algodão, o Oeste da Bahia se consolida como importante polo produtor de soja, milho e sorgo, fortalecendo o crescimento econômico regional, ampliando a geração de empregos no agronegócio e impulsionando o desenvolvimento da região.

Na safra 2024/2025, a região fechou com 843 mil toneladas de pluma produzidas em 413 mil hectares. No ciclo anterior, foram 708,3 mil toneladas em 346 mil hectares, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

A produtividade média também impressiona. Segundo a Abapa, o Oeste colheu 2.041 quilos de algodão beneficiado por hectare, acima da média nacional de 1.958 quilos, reforçando a eficiência da agricultura do oeste da baiano.

Os impactos desse avanço são visíveis em municípios como Luís Eduardo Magalhães, um dos maiores polos produtores de pluma da região.

Entre 2000 e 2022, a cidade saltou de 19 mil para 108 mil habitantes, registrando um crescimento de 482%. Esse avanço populacional reflete diretamente a força do agronegócio em Luís Eduardo Magalhães, que impulsiona a expansão urbana no Oeste da Bahia e amplia as oportunidades no campo e na cidade.

Esse crescimento veio acompanhado de melhorias nos indicadores sociais. Dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostram que o município elevou seu índice de 0,55 para 0,6865 entre 2013 e 2023.

Os resultados evidenciam melhorias em renda, educação e saúde, consolidando a relação direta entre desenvolvimento municipal, qualidade de vida e impacto social.

Certificação socioambiental impulsiona crescimento e consolida avanços no setor

Parte desse desempenho está ligada ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), coordenado pela Abrapa desde 2012. A certificação estabelece critérios ambientais, sociais e trabalhistas rigorosos em toda a cadeia produtiva.

Atualmente, 81% da produção nacional conta com a certificação ABR, o que fortalece a imagem do algodão sustentável e consolida a certificação socioambiental como referência em boas práticas agrícolas no Brasil.

Estudo conduzido pela Universidade Federal de Viçosa em municípios como Cocos, São Desidério, Correntina, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras revelou que, para cada R$ 1 investido pela Abapa no programa, são gerados R$ 5,09 em retorno socioeconômico.

Os impactos incluem melhoria das condições de trabalho, fortalecimento da governança nas propriedades rurais e maior integração entre produtores e comunidades locais.

A percepção dos produtores confirma os dados. Segundo a pesquisa, 94% reconhecem que a certificação agrega valor à pluma e amplia a visibilidade econômica das regiões produtoras.

No Dia do Agronegócio, o algodão reforça que é possível unir produção agrícola sustentável, preservação ambiental, crescimento econômico no Oeste da Bahia e desenvolvimento social de forma equilibrada.

Mais do que números, a cotonicultura demonstra que o campo pode ser sinônimo de inovação, responsabilidade e oportunidades para milhares de famílias no Cerrado baiano.

Oeste Notícia

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