A produção de mamão no Oeste da Bahia, segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, revela um cenário marcado por forte concentração em poucos municípios e participação intermediária em uma parcela menor do território regional. A cultura, embora não seja a principal atividade econômica da região, tem relevância em áreas irrigadas e em polos agrícolas mais tecnificados.
No grupo de maior destaque, o município de São Félix do Coribe aparece como um dos principais polos de fruticultura do Oeste baiano, com produção expressiva sustentada por áreas irrigadas no Vale do Rio Corrente. Ao lado dele, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães também se destacam, ainda que inseridos em um contexto agrícola mais voltado ao agronegócio de grãos, como soja, milho e algodão.
Outro município que integra o nível alto de produção é Santa Maria da Vitória, tradicional na fruticultura regional e com presença constante na série histórica da PAM. Também se destaca Serra do Ramalho, que apresenta participação relevante, especialmente em áreas irrigadas e produção voltada ao mercado regional.
Já no grupo de produção média, o IBGE aponta municípios como Bom Jesus da Lapa, Riachão das Neves, Correntina, Carinhanha e Sítio do Mato. Nessas localidades, a produção de mamão existe, mas em escala menor, geralmente associada à agricultura familiar ou cultivos complementares.
O levantamento evidencia ainda que a maioria dos municípios do Oeste baiano não possui participação significativa na cadeia produtiva do mamão, reforçando a concentração em poucos polos com maior disponibilidade hídrica e infraestrutura de irrigação.
De forma geral, o cenário da PAM mostra que o mamão no Oeste da Bahia segue uma lógica de concentração produtiva, com poucos municípios liderando a produção e outros atuando de forma secundária. Esse padrão reflete a própria estrutura agrícola da região, fortemente marcada por áreas tecnificadas e pelo uso intensivo de irrigação em zonas específicas.
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