Três cães morrem após suspeita de envenenamento em Santa Rita de Cássia; polícia encontra mortadela e veneno proibido

Durante a investigação, policiais apreenderam um pedaço de mortadela e um recipiente com estricnina, substância de venda proibida no Brasil. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Policiais realizam levantamento em propriedade rural de Santa Rita de Cássia, onde ao menos três cães morreram após suspeita de envenenamento com estricnina.
Polícia encontra mortadela e veneno proibido durante investigação sobre morte de cães em Santa Rita de Cássia.📷Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil investiga a morte de ao menos três cães por suspeita de envenenamento em uma propriedade rural de Santa Rita de Cássia, Oeste da Bahia. O caso, que envolve maus-tratos a animais, envenenamento de cães e investigação policial, ocorreu no dia 30 de junho.

Segundo informações da Polícia Militar, dois homens procuraram a delegacia para denunciar que os animais estavam agonizando na fazenda. Após a comunicação, equipes foram ao local e encontraram os cães já em estado grave.

Durante a vistoria, os policiais localizaram um pedaço de mortadela e um recipiente contendo estricnina, veneno proibido no Brasil, próximo aos animais. A substância é altamente tóxica e age diretamente no sistema nervoso central, provocando espasmos musculares, convulsões e insuficiência respiratória, podendo levar à morte.

Além dos três cães encontrados, a polícia apura a possibilidade de que outros animais também tenham sido vítimas do suposto envenenamento na propriedade rural.

Todo o material recolhido foi apreendido e encaminhado para perícia técnica. O resultado dos exames deverá contribuir para esclarecer a causa das mortes e identificar os responsáveis pelo crime.

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De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, matar ou maltratar cães e gatos é crime. Desde 2020, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda do animal. Caso a violência resulte na morte do animal, a punição pode ser aumentada.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Territorial de Santa Rita de Cássia, que busca reunir provas para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.

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