O período do Vazio Sanitário da Soja começa nesta sexta-feira (26) no Cerrado baiano e reforça o compromisso do agronegócio da Bahia com a sanidade das lavouras, a produtividade agrícola e o controle de doenças que afetam a cultura. A medida, fundamental para a produção de soja, será válida até 7 de outubro de 2026 na Região I, principal área produtora do estado.
Durante mais de 90 dias, produtores rurais de municípios como Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina, Riachão das Neves, Cocos e Santa Maria da Vitória não poderão cultivar ou manter plantas vivas de soja nas propriedades. O objetivo é interromper o ciclo da ferrugem asiática da soja, considerada uma das doenças mais severas da cultura.

A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Programa Fitossanitário, intensificou ações de orientação, monitoramento e acompanhamento técnico para garantir o cumprimento das normas e fortalecer a sustentabilidade do agronegócio baiano.
Segundo a entidade, a eliminação das chamadas tigueras, plantas voluntárias de soja que surgem após a colheita, é uma das medidas mais importantes para reduzir a presença de pragas e patógenos. A regulamentação determina que essas plantas sejam destruídas em até 30 dias após a emergência ou antes de atingirem o estágio V4.
Além de proteger as lavouras, o vazio sanitário da soja contribui para reduzir custos de produção, diminuir a necessidade de aplicações precoces de defensivos agrícolas e aumentar a eficiência do manejo fitossanitário. A expectativa é que a medida favoreça uma safra 2026/2027 mais segura, produtiva e sustentável para os produtores do Oeste da Bahia e demais regiões agrícolas do estado.
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